Sérgio Augusto Pelicano

 

Uma suave energia alegra os corações renovando esperanças nas almas que se deslumbram diante das luzes do Natal. Lembranças de reuniões familiares, infância, emoções, saudade, nostalgia, num momento de inexplicável bem-aventurança, vislumbramos o futuro feliz que nos aguarda. É a magia do natal que enfeita o momento com sentimentos nobres alimentando a vontade da reconstrução de um mundo melhor.

Mesmo que muitos se esqueçam do seu real significado, distorcido pela mídia em falsa caracterização, o nascimento de Jesus entre os homens se eterniza na mente humana dada a  substancial importância do fato.

Jesus é o engenheiro sideral de nossa morada, a suprema autoridade de nosso orbe, o Espírito que expressa a mais nobre luz de sabedoria e amor.

Por sua grandeza e importância poderia enviar em seu lugar centenas ou talvez milhares de Espíritos sob o seu augusto comando, para a implantação do seu Evangelho. Preferiu, todavia, vir Ele mesmo, ao nosso encontro, reencarnando entre nós de forma simples, sem derrogar qualquer lei, sem ferir quaisquer costumes embora tivesse poderes para isso. Preferiu a condição comum, igualando-se na forma a todos os que palmilhavam as lides do aprendizado, nascendo no anonimato entre a plebe sofredora.

Não exigiu qualquer privilégio, não proclamou sua autoridade, não reclamou para si os aparatos da segurança e do protocolo. Preteriu os palácios e as riquezas materiais.

         A manjedoura representa a primeira e sublime lição de sua mensagem salvadora dizendo, sem palavras, que a humildade é a rainha de todas as virtudes. E assim o Mestre, exemplificando-nos os valores espirituais de sua didática divina, resplandece na carne sem qualquer pompa.

         Ensinou-nos sem palavras, pelo seu inigualável exemplo de amor à humanidade, o verdadeiro sentido da vida, cujo finalismo é a felicidade de todos. Demonstrou-nos sua inabalável fé no Criador, e nô-Lo anunciou como Nosso Pai, justo e bom. Santificou o nome de Deus em todos os seus atos, amando e perdoando os que se diziam seus inimigos, curando nossas enfermidades, indicando-nos o caminho da redenção.

         Nesse Natal, não nos deixemos levar pelos sentimentos vulgares das festas mundanas, onde a embriaguez dos alaridos entorpecentes possam nos afastar a mente do verdadeiro significado de nossas comemorações.

         Deixemos nos levar pela alegria sublime do amor puro. Guardemos a responsabilidade de exemplificar aos nossos irmãos mais novos, que o ideal desse jubiloso evento tem o sagrado objetivo de nos fazer recordar a inesquecível passagem de Nosso Senhor Jesus Cristo entre nós, quando ofereceu-nos a sua incondicional  dedicação.

         Em nossos festejos façamos uma pausa. Convidemos nossos comensais para uma respeitosa prece, endereçando ao amoroso Mestre Jesus o nosso sentimento da mais profunda gratidão, reconhecendo-O como nosso “caminho, verdade e vida” a sustentar-nos na existência planetária, em harmonioso concerto de paz que a sua bondade nos proporciona.

         Se estivermos reunidos em nome de Jesus, certamente Ele estará entre nós.

 

 

 

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