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Vingança

Aprendeste o que foi dito: Amareis vosso próximo e odiareis vossos inimigos. E eu vo digo: Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam; a afim de que sejais filhos de vosso Pai que está nos Céus, que faz erguer o Sol sobre os bons e os maus e faz chover sobre os justos e os injustos. Pois, se amais apenas os que vos amam, que recompensa tereis? Os publicanos também não fazem isso? E se vós apenas cumprimentais vossos irmãos, o que fazeis mais do que os outros? Os pagãos também não fazem o mesmo? Eu vos digo que, se vossa justiça não for maior do que a dos escribas e dos fariseus, jamais entrareis no reino dos Céus(Mateus, 5:5 a 20, 43 e 47).”
Não há como negar que os ímpetos de vingança ainda gritam em nosso íntimo. Quando ofendidos, ou até mesmo supostamente ofendidos, o primeiro pensamento, frequentemente, é do revide.
Quantas não são as noites mal dormidas, em vista dos intermináveis “diálogos mentais“ desagradáveis. Pensamos: bem que ele(a) merecia que eu o(a) ressaltasse aquele seu defeito. Quando não pensamos coisa pior!
Estabelecem-se vínculos escuros de transmissões fluídicas oriundas dos pensamentos menos felizes; e, não raro, os litigantes volvem-se de uma atmosfera perturbativa recíproca, muitas vezes tão persistente, que se torna tóxica à saúde, esgotando, inclusive, o “ânimo“ imprescindível para as nossas atividades diárias, e, quiçá, para o crescimento espiritual.
Rotulando de “justos“ os pensamentos e atos pelos quais pagamos o mal com o mal, permitimos que a injustiça permaneça em nosso íntimo, turbando nossos corações, e tornando nossas vidas amargas; quando o melhor era, em que pese o impacto desagradável das ofensas, buscarmos manter nossa isenção e serenidade.
Muitas vezes, apoiando-nos na tradição antiquíssima do “olho por olho”, esquecemo-nos que todos ainda somos obras em andamento, e não perdoamos nos nossos irmãos até mesmo aqueles erros dos quais não nos desvencilhamos, mantendo nosso peito oprimido pela mágoa, pelo ressentimento. Não atinamos, que o melhor era dar um basta ao momento da ofensa, perdoando e esquecendo-o. Quase sempre, decidimos vivê-lo de forma contínua, ressentindo, ressentindo, e ressentindo-o sempre.
O Mestre Jesus foi claro, como se observa dos versículos acima transcritos, ao aconselhar o esquecimento desta tradição de pagarmos o mal com o mal, e ensinou amorosamente: “ fazei o bem aos que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam “, pois somente assim não absorvemos o mal; mas sim, o rejeitamos.
Além do Amoroso Mestre da Paz, “Mahatma Gandhi” foi grande exemplo daquele que negava todo mal, enfraquecendo-o, não só em si, mas buscando pela “ não-violência ativa” despertar seus adversários para o amor que há no íntimo de todos nós. Dizia o Grande Espírito (Mahatma): “A não violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam”. Não só o disse, mas provou o quão forte é o Amor, a não violência, pois libertou a Índia do jugo do Império Britânico, sem lançar mão de uma arma bélica sequer.
Não estamos aqui sugerindo que nos tornemos passivos no combate ao mal, pois Jesus foi sempre muito combativo neste sentido. Não combateu o homem, mas sim o transitório mal que há em seu coração. Não condenou a defesa, mas sim a vingança! Com Gandhi não foi diferente, pois afirmou: “ Não desejo morrer pela paralisia progressiva das minhas faculdades como um homem vencido”; tanto é que sempre buscou combater as injustiças, com toda força de seu Amor, sem ferir, sem devolver o mal com o mal, afirmando: “ Quando me desespero, lembro-me que em toda a história o amor e a verdade sempre venceram. Houve tiranos e assassinos, e eles pareciam invencíveis, mas, no final, eles sempre caem. Pense nisto”
Para resistirmos ao mal sem sermos dele, é necessário coragem.
Não desejemos o “olho por olho”, para que, como disse o “Libertador da Índia“, não vivermos num mundo de cegos.
 

 

Alecsandro dos Santos

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